domingo, 2 de dezembro de 2007

VIOLÊNCIA

Este é um artigo postado no blog do meu irmão osvaldo, jornalista a mais de 18 anos ele tem as palavras certas para descrever o setimento que fica no coração de todos.


Filed under: Artigo — Osvaldo Luiz at 3:41 pm on Thursday, November 22, 2007

"Já faz algum tempo, a violência tem predominado nos telejornais. Migrou dos noticiários do início da noite para os “jornais oficiais”. Dá audiência. Não é a toa que Hollywood explora isso há tanto tempo com tanto sucesso. Máquinas Mortíferas, Rambos, Exterminadores…

Nosso cotidiano tem alimentado o novo enredo jornalístico. Mortes de policiais, de turistas, prisão de mulher em cela com 20 homens. Chama ou não chama a atenção? Que barbaridade! Os editores colocam como primeira, segunda, terceira notícia. Não, não é o “Aqui Agora” é a trágica segurança pública brasileira.

O caso do Pará. Descobre-se agora que não é um caso isolado. Teve outras mulheres. A própria governadora reconhece ao se dizer escandalizada…

- Ah, ela não tem 15 anos…

- Ela se prostituía e pode ter sido presa para “servir” mesmo aos detentos…

- Ficou só 15 dias e tinha a solicitação de transferência…

O que muda? Nada! Que Brasil é esse que coloca numa mesma cela homens e mulheres? Isso é “terra de ninguém”, é selvageria! Um dos responsáveis do ato é umA delegadA. A responsabilidade pela falta de penitenciárias femininas no Pará é dA governadorA.

A gente liga no jornal e não acredita, não é? Dá uma sensação ruim. Parece que, apesar de tantas denúncias e casos passados, nada é feito de impactante para se reverter a situação. Dá desânimo. Mas a gente acaba assistindo. As outras opções vêm depois e não chamam mais a atenção. Os processos de cassação do Renan. A votação da CPMF. Mais um recorde de arrecadação do governo… Ainda bem que tem o esporte para dar uma “quebrada”. Não! A seleção do Dunga! Ta difícil…"


Violência demais, casos como este me traz uma sensação ruim, um desespero, uma vontade de sair a gritar e querer forçar aos outros a se moralizarem, mas isso também seria violência e certamente passaria inerte, depois fica uma sensação de impotência, um aperto no peito em imaginar que coisas como essa poderão continuar acontecendo, triste…
e agora me vem uma pergunta: o que podemos fazer para mudar a violência que nossa sociedade se habituou a ignorar?

Um forte abraço!
Paz

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